


Suzopa 50Mg Cx 28 Cap
O SUZOPA é um medicamento usado no tratamento do câncer, capaz de inibir o crescimento do tumor, causar diminuição do tumor, e/ou inibir a progressão do câncer metastático (que se propaga para outros locais do corpo) em alguns modelos experimentais de câncer. O SUZOPA é capaz de inibir vários receptores (estruturas presentes na parede da célula tumoral e dos vasos sanguíneos do tumor, nas quais o medicamento se liga) envolvidos no processo de crescimento tumoral, impedindo diretamente o crescimento das células de tumores específicos e inibindo a angiogênese tumoral (formação de novos vasos sanguíneos ao redor do tumor).
Bula do Suzopa 50Mg Cx 28 Cap
SUZOPA
Malato de sunitinibe
APRESENTAÇÃO
SUZOPA 50 mg em embalagens contendo 1 frasco com 28 cápsulas.
USO ORAL
USO ADULTO
COMPOSIÇÃO
Cada cápsula de 50 mg contém:
sunitinibe (equivalente a 66,80 mg de malato de sunitinibe) .............................................
50 mg
Excipientes: manitol, croscarmelose de sódio, povidona, estearato de magnésio.
PARA QUE ESTE
MEDICAMENTO É INDICADO?
O SUZOPA é indicado para o tratamento de tumor estromal gastrintestinal
(GIST, do inglês Gastrointestinal Stromal Tumor – um tipo de câncer de estômago
e intestino) após falha do tratamento com mesilato de imatinibe devido à
resistência ou intolerância.
O SUZOPA é indicado para o tratamento de carcinoma metastático de células
renais (CCRm – um tipo de câncer nos rins) avançado.
O SUZOPA é indicado para o tratamento de tumores neuroendócrinos pancreáticos
(um tipo de câncer no pâncreas) não ressecáveis (que não podem ser operados).
O SUZOPA também é indicado para o tratamento adjuvante de pacientes adultos com
alto risco de carcinoma de células renais (CCR) recorrente após remoção
cirúrgica conhecida como nefrectomia.
COMO ESTE MEDICAMENTO
FUNCIONA?
O SUZOPA é um medicamento usado no tratamento do câncer.
O SUZOPA demonstrou ser capaz de inibir o crescimento do tumor, causar
diminuição do tumor, e/ou inibir a progressão do câncer metastático (que se
propaga para outros locais do corpo) em alguns modelos experimentais de câncer.
O SUZOPA é capaz de inibir vários receptores (estruturas presentes na parede da
célula tumoral e dos vasos sanguíneos do tumor, nas quais o medicamento se
liga) envolvidos no processo de crescimento tumoral, impedindo diretamente o
crescimento das células de tumores específicos e inibindo a angiogênese tumoral
(formação de novos vasos sanguíneos ao redor do tumor).
As concentrações sanguíneas máximas de SUZOPA são observadas geralmente entre 6
e 12 horas após administração oral.
QUANDO NÃO DEVO USAR
ESTE MEDICAMENTO?
O SUZOPA é contraindicado a pacientes com hipersensibilidade (alergia) ao
malato de sunitinibe ou a qualquer outrocomponente da fórmula.
O QUE DEVO SABER
ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Pele e Tecidos
A alteração da cor da pele, possivelmente, devido à coloração do
medicamento (amarelo), foi uma reação adversa muito comum relatada em estudos
clínicos. A despigmentação (perda de cor) dos cabelos ou a coloração da pele
pode acontecer com o uso de malato de sunitinibe. Outros efeitos dermatológicos
possíveis de ocorrer incluem secura, espessamento ou rachadura da pele, bolhas
ou exantema (erupção cutânea) ocasional na palma das mãos e na planta dos pés.
Esses eventos não são cumulativos, foram tipicamente reversíveis e geralmente
não necessitam de descontinuação do tratamento.
Reações cutâneas graves foram relatadas, incluindo casos de eritema multiforme
(EM) e casos que sugerem síndrome de Stevens-Johnson (SJS), alguns dos quais
fatais. Se os sinais ou sintomas de SJS ou EM (por exemplo, erupções cutâneas progressivas,
frequentemente com bolhas ou lesões da mucosa) estiverem presentes, o
tratamento com SUZOPA deve ser descontinuado. Se o diagnóstico de SJS for
confirmado, o tratamento não deve ser reiniciado. Em alguns casos de suspeita
de EM, os pacientes toleraram a reintrodução do tratamento com malato de
sunitinibe em uma dose mais baixa depois da resolução da reação; alguns desses
pacientes também receberam tratamento concomitante com corticosteroides ou
anti-histamínicos.
Eventos Hemorrágicos
Eventos hemorrágicos relatados através da experiência pós-comercialização,
alguns dos quais foram fatais, incluíram hemorragias (sangramento)
gastrintestinais, respiratórias, tumorais, do trato urinário e cerebrais.
Hemorragia tumoral (do tumor) ocorreu em aproximadamente 2% dos pacientes com
tumor estromal gastrintestinal (GIST). Houve casos de sangramento no pulmão nos
pacientes dos estudos clínicos e em pacientes que usaram o medicamento após sua
aprovação. No estudo em pacientes com GIST houve sangramento em 18% dos
pacientes recebendo malato de sunitinibe e em 17% dos pacientes recebendo
placebo. No estudoem primeira linha de câncer de rim, houve sangramento em 39%
dos pacientes recebendo malato de sunitinibe e em 11% de pacientes recebendo
interferon-a. Nos pacientes que receberam sunitinibe para o tratamento
adjuvante do CCR, 30,7% dos pacientes apresentaram sangramento, em comparação
com 8,2% dos pacientes que receberam placebo.
21,7% dos pacientes que receberam malato de sunitinibe em um estudo de tumores
neuroendócrinos pancreáticos apresentaram algum sangramento (exceto pelo
nariz).
A avaliação de rotina deste evento deve incluir hemograma completo (tipo de
exame de sangue) e exame físico.
Trato Gastrintestinal
Complicações gastrintestinais (do estômago e do intestino) graves, algumas
vezes fatais, incluindo perfuração gastrintestinal, ocorreram em pacientes com
tumores intra-abdominais tratados com malato de sunitinibe.
Eventos
Gastrintestinais
Náusea, diarreia, estomatite (inflamação da mucosa da boca), dispepsia (má
digestão) e vômito foram os eventos gastrintestinais mais comuns relatados
relacionados ao tratamento. As medidas de suporte para eventos adversos
gastrintestinais podem incluir medicação antiemética (para inibir o vômito) ou
antidiarreica (para inibir adiarreia).
Pancreatite
A pancreatite foi relatada em estudos clínicos do malato de sunitinibe.
Aumentos na lipase sérica e amilase (enzimas do pâncreas) foram observados em
pacientes com diversos tumores sólidos malignos que receberam malato de
sunitinibe. Aumentos nos níveis de lipase foram transitórios e geralmente não
acompanhados de sinais e sintomas de pancreatite (inflamação no pâncreas) em
indivíduos com vários tumores sólidos. Se aparecerem sintomas de pancreatite,
os pacientes devem ter o tratamento com SUZOPA interrompido e devem ser
prestados cuidados de suporte adequado.
Hepatotoxicidade
Hepatotoxicidade (toxicidade no fígado) foi observada em pacientes tratados
com malato de sunitinibe. Casos de insuficiência hepática (o fígado não
funciona perfeitamente), alguns causando morte, foram observados em < 1% dos
pacientes com tumores sólidos tratados com malato de sunitinibe. Devem ser
realizados exames laboratoriais para avaliar como está a função do fígado antes
do início do tratamento, durante cada ciclo de tratamento ou como clinicamente
indicado. SUZOPA deve ser interrompido em casos de eventos adversos
relacionados ao fígado de Grau 3 ou 4 (graves) e descontinuado se não houver
resolução. Na presença de sintomas de pancreatite (dor abdominal, náuseas e
vômitos) ou insuficiência hepática, seu médico deve avaliá-lo adequadamente.
Alterações
Sanguíneas Foi relatada diminuição na contagem absoluta de neutrófilos e de
plaquetas (células do sangue) em estudos clínicos. Estes eventos não foram
cumulativos, foram tipicamente reversíveis e geralmente não resultaram na
descontinuação do tratamento. Além disto, alguns casos de hemorragia fatal
associados com trombocitopenia (diminuição das células de coagulação do sangue:
plaquetas) foram relatados na experiência pós- comercialização. Hematimetria
completa (exame de sangue completo) deve ser realizada no início de cada ciclo
de tratamento com SUZOPA.
Cardiovascular
Eventos cardiovasculares, incluindo insuficiência cardíaca (incapacidade do
coração bombear a quantidadeadequada de sangue), cardiomiopatia (doença do
músculo do coração), isquemia miocárdica (diminuição dofluxo de sangue para o
músculo do coração) e infarto do miocárdio (morte das células do músculo do
coraçãodevido à falta de sangue/oxigênio), alguns dos quais fatais, foram
relatados na experiência pós-comercialização. Ocorreram alterações no
funcionamento do coração (envolvendo alterações na fração de ejeção, que é
aquantidade de sangue bombeada pelo ventrículo esquerdo, que é parte do
coração) em aproximadamente 2% dos pacientes com GIST tratados com malato de
sunitinibe, 4% dos pacientes com CCRm (carcinoma metastático de célulasrenais –
tipo de câncer dos rins) refratário (não responsivo) a citocinas (tipo de
tratamento) e 2% dos pacientes tratados com placebo (substância que não contém
o princípio ativo responsável pela ação do medicamento).Estas alterações
frequentemente melhoram com a continuidade do tratamento.
Em estudos de CCRm em pacientes virgens de tratamento, 27% e 15% dos pacientes tratados com malato de sunitinibe e interferon-a, respectivamente, apresentaram diminuição da força do coração (diminuição da fração de ejeção). Dois (<1%) dos pacientes que receberam malato de sunitinibe foram diagnosticados com insuficiência cardíaca congestiva.><1%) dos pacientes que receberam malato de sunitinibe foram diagnosticados com insuficiência cardíaca congestiva.
No tratamento adjuvante do estudo de CCR, a diminuição da força do coração (fração de ejeção) foi relatada para 1,3% dos pacientes que utilizaram malato de sunitinibe e para 2,0% dos pacientes que receberam placebo. Nenhum paciente que recebeu malato de sunitinibe foi diagnosticado com ICC (insuficiência cardíaca congestiva).
Alterações no
Eletrocardiograma (Prolongamento do Intervalo QT)
O malato de sunitinibe prolongou o intervalo QTcF (que são as ondas
elétricas responsáveis pela contração cardíaca) quando suas concentrações foram
o dobro da concentração terapêutica. O prolongamento do intervalo QT pode levar
a um aumento do risco de arritmia ventricular (alteração no ritmo dos batimentos
cardíacos). O SUZOPA deve ser usado com cautela em pacientes com conhecida
história de prolongamento do intervalo QT, em pacientes que estejam tomando
antiarrítmicos (medicamentos para arritmia cardíaca) ou em pacientes com doença
cardíaca relevante preexistente, bradicardia (diminuição dos batimentos
cardíacos) ou distúrbios eletrolíticos (de alguns componentes do sangue).
Alguns medicamentos que inibem a metabolização do malato de sunitinibe devem
ser utilizados com cautela, e a dose de SUZOPA deve ser reduzida.
Hipertensão
A hipertensão (pressão alta) foi uma reação adversa muito comum relatada em
estudos clínicos com pacientes com tumores sólidos, incluindo principalmente
GIST e CCR refratário a citocinas. A dose de malato de sunitinibe foi reduzida
ou o tratamento temporariamente adiado em aproximadamente 2,7% dessa população
de pacientes. Nenhum destes pacientes teve que parar o tratamento com malato de
sunitinibe. Hipertensão grave (pressão sistólica – amaior medida da pressão –
>200 mmHg ou pressão diastólica – a menor medida da pressão – >110 mmHg)
ocorreu em 4,7% desta população de pacientes. A hipertensão foi relatada em
aproximadamente 33,9% dos pacientes previamente virgens de tratamento e
recebendo O malato de sunitinibe para CCRm em comparação a 3,6% dos pacientes
recebendo interferon-a. Foi relatada hipertensão em 36,9% dos pacientes que
receberam malato de sunitinibe e em 11,8% dos pacientes tratados com placebo no
tratamento adjuvante do estudo com CCR. Hipertensão grave ocorreu em 12% dos
pacientes previamente virgens de tratamento e recebendo malato de sunitinibe e
em < 1% dos pacientes com interferon-a. A hipertensão foi relatada em 26,5%
dos pacientes que receberam malato de sunitinibe em um estudo de tumores
neuroendócrinos pancreáticos comparado a 4,9% dos pacientes que receberam
placebo. Hipertensão grave ocorreu em 10% dos pacientes de tumores
neuroendócrinos pancreáticos com malato de sunitinibe e em 3% dos pacientes com
placebo. Seu médico deve submetê-lo a exames para verificar a sua pressão
arterial, tomando as medidas adequadas para o controle da mesma. A suspensão
temporária é recomendada caso você apresente hipertensão grave não controlada
com medicação. O tratamento pode ser reiniciado assim que a hipertensão estiver
adequadamente controlada.
Aneurismas e Dissecções
arteriais
O uso de medicações pertencentes à mesma classe do sunitinibe pode
acarretar na formação de aneurismas e/ou dissecções arteriais, em pacientes com
ou sem hipertensão arterial. Antes de iniciar o tratamento com SUZOPA, o risco
deve ser cuidadosamente considerado pelo médico, em pacientes com fatores de
risco como hipertensão ou histórico de aneurisma.
Disfunção da Tireoide
Recomenda-se avaliação laboratorial pré-tratamento da função tireoidiana
(da tireoide) e pacientes com hipotireoidismo (diminuição da função da glândula
tireoide) ou hipertireoidismo (aumento da função da tireoide) devem ser
tratados de acordo com a prática médica padrão antes do início do tratamento
com SUZOPA. Todos os pacientes devem ser rigorosamente observados quanto a
sinais e sintomas de disfunção da tireoide durante o tratamento com SUZOPA. Os
pacientes com sinais e/ou sintomas sugestivos de disfunção da tireoide devem
receber monitoramento laboratorial da função tireoidiana e devem ser tratados
de acordo com a prática médica padrão.
Hipotireoidismo adquirido foi observado em 6,2% dos
pacientes com GIST tratados com malato de sunitinibe versus 1% dos tratados com
placebo. Hipotireoidismo foi relatado como um evento adverso em 16% dos
pacientes recebendo malato de sunitinibe que participaram do estudo de CCRm em
pacientes virgens de tratamento e três pacientes (< 1%) no braço
interferon-a, e em 4% dos pacientes que participaram de 2 estudos de CCRm
refratário a citocinas. Adicionalmente, foram relatadas elevações de TSH
(hormônio relacionado à tireoide) em 2% dos pacientes de CCRm refratário a
citocinas. No geral, 7% da população com CCRm refratário a citocinas
apresentaram tanto evidências clínicas como laboratoriais de hipotireoidismo
decorrente do tratamento. No tratamento adjuvante do estudo de CCR, o
hipotiroidismo foi notificado como um evento adverso em 18,0% dos pacientes que
receberam malato de sunitinibe e em 1,3% dos pacientes que receberam placebo.
Hipotireoidismo foi relatado em 7,2% dos pacientes recebendo malato de
sunitinibe e em 1,2% recebendo placebo. Em estudos clínicos e experiências
pós-comercialização foram relatados raros casos de hipertireoidismo, alguns
seguidos por hipotireoidismo.
Convulsões
Nos estudos clínicos com malato de sunitinibe, foram observadas convulsões
nos indivíduos com evidências radiológicas (por meio de exames de imagens) de
metástases cerebrais (no cérebro). Além disso, houve raros relatos (< 1%)
alguns fatais, de indivíduos apresentando convulsões e evidências radiológicas
de Síndrome de Leucoencefalopatia Posterior Reversível (SLPR – síndrome
caracterizada por dor de cabeça, alteração do estado mental, crises convulsivas
e distúrbios visuais). Os pacientes com convulsões e sinais/sintomas
consistentes com SLPR, como hipertensão, cefaleia (dor de cabeça), diminuição
do estado de alerta, funcionamento mental alterado e perda visual, incluindo
cegueira, devem ser controlados com tratamento médico, incluindo controle da
hipertensão. Recomenda-se a suspensão temporária de SUZOPA; após a resolução, o
tratamento pode ser reiniciado a critério do médico responsável pelo
tratamento.
Procedimentos
Cirúrgicos
Casos de debilidade na cicatrização de feridas foram relatados durante a
terapia com malato de sunitinibe. A interrupção temporária da terapia com
SUZOPA é recomendada por precaução em pacientes submetidos a procedimentos
cirúrgicos de grande porte. Há experiência clínica limitada com relação ao
tempo de reinício da terapia seguida de intervenção cirúrgica. Entretanto, a
decisão de retomar a terapia com SUZOPA após essas intervenções cirúrgicas deve
ser baseada no julgamento clínico da recuperação da cirurgia.
Osteonecrose da
mandíbula (ONM)
ONM é uma condição na qual o tecido ósseo na mandíbula não cicatriza após
lesões grandes ou pequenas, como a extração de um dente, fazendo com que o osso
fique exposto. ONM tem sido relatada em pacientes tratados com malato de
sunitinibe. A maioria dos casos ocorreu em pacientes que haviam recebido
tratamento prévio ou concomitante com bisfosfonatos IV, para o qual ONM é um
risco identificado. Cuidado deve ser tomado quando malato de sunitinibe e
bisfosfonatos IV são utilizados simultaneamente ou sequencialmente.
Procedimentos dentários invasivos são também um fator de risco identificado para
ONM. Antes do tratamento com SUZOPA, um exame dentário e odontologia preventiva
apropriada devem ser considerados. Em pacientes em tratamento com SUZOPA, que
já receberam ou estão recebendo bisfosfonatos IV, procedimentos dentários
invasivos devem ser evitados, se possível.
Síndrome de lise
tumoral (SLT)
Casos de SLT, alguns fatais, foram raramente observados em estudos clínicos
e foram relatados na experiência pós-comercialização em pacientes tratados com
malato de sunitinibe. Os pacientes geralmente em risco de SLT são aqueles que
apresentam carga tumoral elevada antes do tratamento. Estes pacientes devem ser
cuidadosamente monitorizados e tratados como clinicamente indicado.
Fascite necrosante
Raros casos de fascite necrosante, incluindo casos com acometimento do
períneo, foram relatados, algumas vezes fatais. A terapia com SUZOPA deve ser
descontinuada nos pacientes que desenvolvem fascite necrosante e otratamento
adequado deve ser iniciado imediatamente.
Microangiopatia
trombótica
Microangiopatia trombótica (TMA, grupo de condições caracterizadas por
anemia e distúrbios da coagulação do sangue), incluindo púrpura
trombocitopênica trombótica (TTP, caracterizada por anemia, distúrbios da
coagulação, febre, distúrbios neurológicos e dos rins) e síndrome
hemolítico-urêmica (SHU, caracterizada por anemia, distúrbios da coagulação e
do funcionamento dos rins), às vezes levando à insuficiência renal (parada
dofuncionamento dos rins) ou um desfecho fatal (morte) foi relatado com malato
de sunitinibe sozinho ou em combinação com outra droga chamada bevacizumabe. O
SUZOPA deve ser descontinuado em pacientes que desenvolvam TMA. Foi observada a
reversão dos efeitos de TMA após a descontinuação do tratamento.
Proteinúria
Foram relatados casos de proteinúria (proteína aumentada na urina) e
síndrome nefrótica (doença dos rins). Recomenda-se uma avaliação laboratorial
basal da urina e os pacientes devem ser monitorados quanto ao desenvolvimento
ou piora da proteinúria. A segurança do tratamento contínuo com malato de
sunitinibe em pacientes com proteinúria moderada a grave não foi sistematicamente
avaliada. O SUZOPA deve ser descontinuado em pacientes com síndrome nefrótica.
Hipoglicemia
Reduções na taxa de açúcar no sangue, em alguns casos com sintomas, foram
relatadas durante o tratamento com malato de sunitinibe. Os níveis de açúcar no
sangue em pacientes diabéticos devem ser verificados regularmente para avaliar
se a dosagem do medicamento para diabetes precisa ser ajustada para minimizar o
risco de hipoglicemia (nível baixo de açúcar no sangue).
Uso Durante a
Gravidez
Não foram conduzidos estudos em mulheres grávidas usando malato de
sunitinibe. O malato de sunitinibe não deve ser utilizado durante a gravidez ou
se você não estiver utilizando um método contraceptivo (para evitar gravidez)
adequado, a não ser que o potencial benefício justifique o potencial risco para
o feto. Se o medicamento for utilizado durante a gravidez, ou se você
engravidar enquanto estiver utilizando este medicamento, seu médico deve
informá-la do potencial risco para o feto. Caso você apresente potencial para
engravidar aconselha-se a não engravidar enquanto estiver sob tratamento com
SUZOPA.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Fertilidade
A fertilidade pode ser comprometida pelo tratamento com SUZOPA.
Uso Durante a
Lactação
Ainda é desconhecido se malato de sunitinibe ou seu principal metabólito
(derivado) ativo é excretado no leite humano. Uma vez que os medicamentos são
comumente excretados no leite humano e pelo potencial de reações adversas
graves nos bebês, não amamente durante o tratamento com SUZOPA.
Efeitos na Habilidade
de Dirigir e Operar Máquinas
Não foram feitos estudos para avaliar a habilidade de dirigir ou operar
máquinas. Você pode apresentar tontura durante o tratamento com malato de
sunitinibe.
Interações
Medicamentosas
Medicamentos que podem aumentar a concentração plasmática (no sangue) de malato
de sunitinibe: cetoconazol, ritonavir, itraconazol, eritromicina,
claritromicina, suco de toranja (grapefruit), além de outros inibidores da
família CYP3A4.
Medicamentos que podem diminuir a concentração plasmática de malato de sunitinibe: rifampicina, dexametasona, fenitoína, carbamazepina, fenobarbital ou Hypericum perforatum (conhecida como erva de São-João), além de outros indutores da família CYP3A4.
ONDE, COMO E POR
QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
O SUZOPA deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C).
Para embalagem em frascos, após aberto, válido por 28 dias.
Número de lote e datas de fabricação e
validade: vide embalagem.
Não use medicamento
com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de
validade e você observealguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para
saber se poderá utilizá-lo.
Características do produto:
SUZOPA 50 mg: Grânulos amarelo a laranja envasados em cápsulas de gelatina
dura, com tampa de cor cinza e corpo de cor cinza, com a impressão ‘SC’ na
tampa e ‘50’ no corpo, com tinta de impressão branca.
COMO DEVO USAR ESTE
MEDICAMENTO?
Para GIST ou CCRm, a dose recomendada de SUZOPA é de 50 mg por via oral,
administrada em dose única diáriadurante 4 semanas consecutivas, seguidas por
um período de descanso de 2 semanas (esquema 4/2), totalizandoum ciclo completo
de 6 semanas. Para o tratamento adjuvante do CCR, a dose recomendada de
sunitinibe é de 50mg por via oral, uma vez por dia, no esquema 4/2, durante
nove ciclos de 6 semanas (aproximadamente 1 ano). Para tratamento de tumores
neuroendócrinos pancreáticos, a dose recomendada de SUZOPA® é de 37,5 mg,
tomada por via oral em dose única diária sem um período de descanso programado.
SUZOPA deve ser utilizado por via oral, com ou sem alimentos.
Modificações de Dose
A modificação da dose, em aumentos ou reduções de 12,5 mg, é recomendada
com base na segurança e tolerabilidade individuais; as doses não devem ser
superiores a 75 mg ou inferiores a 25 mg, diariamente. Para o tratamento
adjuvante do CCR podem ser aplicadas modificações na dose em reduções de 12,5
mg, com base na segurança e tolerabilidade individuais até 37,5 mg. A dose
máxima administrada no estudo de CCR adjuvante de fase 3 foi de 50 mg por dia.
Para tratamento de tumores neuroendócrinos pancreáticos, a modificação da dose
em aumentos ou reduções de 12,5 mg pode ser aplicada baseado na segurança e
tolerabilidade individuais.
A interrupção da dose pode ser necessária com base na segurança e
tolerabilidade individuais.
Informe ao seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando antes do
início ou durante o tratamento com SUZOPA, pois pode ser necessário ajuste da
dose.
Uso em Pacientes
Pediátricos (crianças)
A segurança e eficácia de malato de sunitinibe em pacientes pediátricos
ainda não foram estabelecidas.
Uso em Pacientes
Idosos
Não é necessário ajuste de dose para pacientes idosos. Aproximadamente 34% dos
pacientes nos estudos clínicosde malato de sunitinibe tinham 65 anos de idade
ou mais. Não foram observadas diferenças significativas na segurança ou
eficácia entre pacientes jovens e idosos.
Uso na Insuficiência
Hepática (falência da função do fígado)
Não é necessário ajuste de dose para pacientes com insuficiência hepática
(do fígado) leve ou moderada. O malato de sunitinibe não foi estudado em
indivíduos com insuficiência hepática grave.
Uso na Insuficiência
Renal (diminuição da função dos rins)
Não é necessário ajuste da dose inicial para pacientes com insuficiência
renal (leve a grave) ou em hemodiálise. Ajustes de doses subsequentes devem ser
baseados na segurança e tolerabilidade individual.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico. Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.
O QUE DEVO FAZER
QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Caso você esqueça de tomar malato de sunitinibe no horário estabelecido
pelo seu médico, não tome uma dose adicional.Neste caso, tome a dose
recomendada no dia seguinte, como faria habitualmente. O esquecimento de dose
pode comprometer a eficácia do tratamento.
QUAIS OS MALES QUE
ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
As frequências de reações adversas apresentadas nesta seção representam as
frequências do evento ocorridas em indivíduos tratados com malato de sunitinibe
e independentemente da avaliação de causalidade.
As reações adversas graves mais importantes relacionadas ao tratamento com
malato de sunitinibe para tumores sólidos foram: embolia pulmonar (presença de
coágulo no pulmão), trombocitopenia (diminuição das células de coagulação do
sangue: plaquetas), hemorragia no local do tumor, neutropenia (diminuição de um
tipo de células de defesa no sangue: neutrófilos) febril e hipertensão (pressão
alta).
O QUE FAZER SE ALGUÉM
USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE MEDICAMENTO?
Não existe um antídoto específico para o tratamento da superdosagem com
malato de sunitinibe e este deve consistir em medidas gerais de suporte. Se
indicado, a eliminação do medicamento não absorvido pode ser obtida por emese
(vômito) ou lavagem gástrica.
Foram relatados casos de superdosagem. Em alguns destes casos, as reações
adversas foram compatíveis com as reações descritas no perfil de segurança de
malato de sunitinibe.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA/ USO SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
