Botulim 200U F/A (Toxina Botulinica A) (T) BLAUBotulim 200U F/A (Toxina Botulinica A) (T) BLAUBotulim 200U F/A (Toxina Botulinica A) (T) BLAU

Botulim 200U F/A

R$ 1.055,04

4% de desconto no Boleto ou PIX

preço normalR$ 1.099,00
Até 6x de R$ 183,16 sem juros

Botulim® é indicado para tratar blefaroespasmo, rugas glabelares, espasticidade muscular pós-AVC e deformidade do pé equino em crianças com paralisia cerebral. Atua reduzindo contrações musculares e melhorando o controle motor e a aparência facial.

princípio ativoToxina Botulínica A
fabricanteBLAU
Quantidade

Frete e prazo de entrega

Bula do Botulim 200U F/A


BOTULIM®

toxina botulínica – Tipo A

APRESENTAÇÕES

Pó liófilo injetável. Embalagem contendo 1 frasco-ampola de 50 U, 100 U ou 200 U.

VIA DE ADMINISTRAÇÃO: INTRAMUSCULAR

USO ADULTO E PEDIÁTRICO ACIMA DE 2 ANOS

COMPOSIÇÃO

  • Cada frasco-ampola de 50 U contém:

toxina botulínica – Tipo A .................................................................................50 U*

excipientes** q.s.p. ...........................................................................1 frasco-ampola

** (albumina humana e cloreto de sódio)

  • Cada frasco-ampola de 100 U contém:

toxina botulínica – Tipo A ................................................................................100 U*

excipientes** q.s.p. ...........................................................................1 frasco-ampola

** (albumina humana e cloreto de sódio)

  • Cada frasco-ampola de 200 U contém:

toxina botulínica – Tipo A ................................................................................200 U*

excipientes** q.s.p. ...........................................................................1 frasco-ampola

** (albumina humana e cloreto de sódio)

*Cada unidade (U) corresponde à dose intraperitoneal letal média (DL50) de toxina botulínica calculada

em camundongos.

I - INFORMAÇÕES AO PACIENTE

1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?

Botulim® é indicado para:

  • Tratamento de blefaroespasmo (tremor ou contrações nas pálpebras) essencial benigno ou distúrbios do

VII par craniano em pacientes com idade acima de 18 anos;

  • Tratamento de rugas glabelares (formadas próximas as sobrancelhas), de grau moderado a severo,

associadas a atividades do músculo corrugador e/ou do músculo prócero em adultos com idade entre 18 a

65 anos;

  • Tratamento da espasticidade muscular de membros superiores, após ocorrência de acidente vascular

cerebral (AVC/derrame), em pacientes acima de 20 anos de idade;

  • Tratamento da deformidade do pé equino devido a hipertonia muscular (espasticidade) dinâmica em

crianças, acima de 2 anos de idade, portadoras de paralisia cerebral.

2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

Botulim® é uma forma congelada a vácuo e estéril da toxina botulínica – tipo A, produzida a partir da

cultura de bactérias (microorganismos) Clostridium botulinum tipo A, classificado terapeuticamente como

agente paralisante neuromuscular (promove o relaxamento, ou paralisia dos músculos tratados).

Age bloqueando a condução neuromuscular devido à ligação nos receptores terminais dos nervos

simpáticos motores, inibindo a liberação de acetilcolina. Quando injetado por via intramuscular em doses

terapêuticas, provoca o relaxamento muscular parcial por desnervação química localizada.

Quando um músculo é desnervado quimicamente, pode ocorrer atrofia e podem se desenvolver receptores

de acetilcolina extrajuncionais. Há evidência de que o nervo pode voltar a crescer e novamente inervar o

músculo, o que faz com que a debilidade seja reversível.

3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Este medicamento é contraindicado em pessoas que possuem antecedentes de hipersensibilidade a

qualquer dos ingredientes contidos na formulação e na presença de infecção no local da aplicação.

Também é contraindicado em pacientes que tenham doenças da junção neuromuscular (ex.: miastenia

grave, síndrome de Lambert-Eaton ou esclerose lateral amiotrófica). As doenças podem ser exacerbadas

devido à atividade relaxante muscular do produto).

Pacientes grávidas, potencialmente férteis e lactantes.

Este medicamento é contraindicado para o uso em menores de 2 anos.

4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

A eficácia e segurança de Botulim® dependem do armazenamento adequado do produto, seleção correta

da dose e técnicas apropriadas de reconstituição e administração.

Os médicos que fizerem uso de Botulim® em seus pacientes devem entender profundamente de anatomia

neuromuscular topográfica e funcional das regiões a serem tratadas, bem como estar a par de quaisquer

alterações anatômicas que tenham ocorrido com o paciente devido a procedimentos cirúrgicos anteriores.

Devem conhecer também técnicas-padrão de eletromiografia ou de eletroestimulação.

As doses e frequências de administração recomendadas para Botulim® não devem ser excedidas.

Difusão do efeito da toxina: Após sua administração, os efeitos da toxina botulínica podem produzir

sintomas indesejados além de dor no local da aplicação e podem incluir astenia, fraqueza muscular

generalizada, diplopia, visão borrada, ptoses, disfonia, disfagia, incontinência urinária e dificuldades

respiratórias. Dificuldades de deglutição e respiração podem ser ameaçadoras à vida, tendo havido relatos

de mortes associados à difusão do efeito da toxina. O risco de sintomas é provavelmente maior em

crianças em tratamento para espasticidade cerebral, mas os sintomas podem também ocorrer em adultos

tratados para a mesma enfermidade e outras condições, particularmente em pacientes que têm condições

subjacentes ou predisposição para estes sintomas. Em usos não aprovados, incluindo espasticidade em

crianças e adultos, e em indicações aprovadas, casos de difusão têm ocorrido em doses comparáveis às

utilizadas para o tratamento de distonia cervical e em doses menores.

Reações de hipersensibilidade: reações de hipersensibilidade sérias e/ou imediatas têm sido relatadas

com injeções de outras toxinas botulínicas. Estas reações incluem anafilaxias (forma grave de ração

alérgica), urticária, edema (inchaço) de tecidos moles e dispneia (falta de ar). Um caso fatal de anafilaxia

foi relatado no qual houve o uso incorreto de lidocaína como diluente e, consequentemente, não foi

possível de se estabelecer corretamente qual foi o agente causal. Se este tipo de reação ocorrer, a

aplicação do produto deve ser descontinuada e terapias médicas apropriadas deverão ser instituídas.

Pré-existência de disfunções neuromusculares: indivíduos com doenças motoras neuropáticas

periféricas (ex.: esclerose lateral amiotrófica, ou neuropatia motora) ou distúrbios da junção

neuromuscular (ex.: miastenia grave ou síndrome de Lambert-Eaton) podem ter aumentado o risco de

efeitos sistêmicos clinicamente significantes incluindo severa disfagia e comprometimento respiratório

em doses típicas de toxina botulínica. Artigos médicos publicados com toxina botulínica relatam casos

raros de administração de toxina botulínica em pacientes com desordens neuromusculares reconhecidas

ou não, onde os pacientes demonstraram extrema hipersensibilidade aos efeitos sistêmicos das doses

clínicas habituais. Em alguns casos, a disfagia permaneceu por alguns meses e requisitou a administração

de alimentação via tubo gástrico.

Disfagia: a disfagia (dificuldade para digerir e/ou engolir) é comumente relatada como evento adverso

após o tratamento de pacientes com distonia cervical com todas as formulações de toxina botulínica.

Nestes pacientes, são relatados casos raros de disfagia severa suficiente para o uso de sonda gástrica para

alimentação. Há também relatos de casos onde o paciente com disfagia severa desenvolveu pneumonia

por aspiração e faleceu.

Também houve relatos de eventos adversos com toxina botulínica envolvendo o sistema cardiovascular

(cardíaco), incluindo arritmia e infarto do miocárdio, em alguns casos com desfechos fatais. Alguns

desses pacientes apresentavam fatores de risco incluindo doença cardiovascular.

Ausência de intercambialidade entre os produtos contendo toxina botulínica: considerando-se que as

unidades de potência da toxina botulínica são específicas aos diferentes produtos, eles não são

intercambiáveis entre si. Dessa forma, as unidades de atividade biológica da toxina botulínica não podem

ser comparadas ou convertidas em unidades de outro produto contendo toxina botulínica avaliado com

outros métodos específicos. Recomenda-se, assim, a anotação da marca do produto, com identificação de

lote, na ficha dos pacientes.

Pacientes sob tratamento com outros relaxantes musculares (ex.: cloreto de tubocurarina, dantroleno

sódico, etc.) podem ter potencializado o relaxamento muscular ou aumentados os riscos de disfagia, assim

como, em pacientes tratados com outros fármacos com atividade relaxante muscular, ex.: cloridrato de

espectinomicina, antibióticos aminoglicosídeos (ex.: sulfato de gentamicina, sulfato de neomicina etc.)

antibióticos polipeptídeos (sulfato de polimixina B etc.), tetraciclinas, lincomicina (lincosamidas),

relaxantes musculares (baclofeno etc.), agentes anticolinérgicos (butilbrometo de escopolamina,

cloridrato de triexilfenidil etc.), benzodiazepina e medicamentos similares (diazepam, etizolam etc.),

benzamidas (cloridrato de tiaprida, sulpirida etc). Recomenda-se cautela ao administrar toxina botulínica

a esses pacientes.

Este produto contém albumina, um derivado de sangue humano. Quando produtos derivados de sangue

humano ou soro são administrados no corpo humano, deve haver a consideração de que estes produtos

possuem potenciais de transmissão de agentes causadores de doenças infecciosas. Pode incluir agentes

patogênicos ainda desconhecidos. Para minimizar os riscos de tais infecções por agentes transmissíveis,

alguns cuidados particulares são tomados em relação ao processo de fabricação da albumina, incluindo a

remoção dos vírus e/ou processos de inativação adicionalmente à seleção cuidadosa dos doadores e testes

apropriados das unidades doadas.

É extremamente remoto o risco de transmissão da Doença de Creutzfeldt-Jakob.

Espasticidade Muscular: toxina botulínica é um produto utilizado apenas para o tratamento da rigidez

localizada estudada em associação com o método terapêutico padrão geral. O produto toxina botulínica

não é eficaz em melhorar a faixa motora da articulação afetada por uma rigidez fixa.

Paralisia Cerebral Pediátrica: toxina botulínica é um medicamento desenvolvido para tratamento de

espasmo local em conexão com tratamentos padrão, mas não se destina a substituir essas modalidades de

tratamento. Não é provável que o produto toxina botulínica melhore o movimento em uma articulação

afetada por uma contratura permanente.

Advertências:

Efeitos sobre a habilidade de dirigir automóvel e utilizar máquinas:

Alguns sinais e sintomas foram reportados após a utilização do produto, tais como: astenia, fraqueza

muscular, tontura e distúrbios visuais, de forma que estes podem afetar a habilidade de condução de

veículos e utilização de máquinas.

Blefaroespasmos (contrações e tremores nas pálpebras) e Linhas Glabelares (rugas entre
sobrancelhas)

A aplicação da toxina botulínica em músculos orbiculares pode reduzir o número de piscadas expondo a

córnea, defeito epitelial persistente e ulceração da córnea, especialmente em pacientes com disfunções no

nervo VII. Um caso de perfuração corneana em olho afácico ocorreu com o uso de toxina botulínica,

necessitando de enxerto corneano devido a este efeito. Testes cuidadosos de sensibilidade da córnea em

olhos previamente operados devem ser conduzidos e a administração na região da pálpebra inferior deve

ser evitada para reduzir o risco de ectrópio palpebral.

Cuidados devem ser tomados quando utilizar a toxina botulínica em pacientes com inflamação no local da

injeção, marcada assimetria facial, ptose, dermatocalásio excessivo, cicatrizes dérmicas profundas, pele

sebácea ou substancial inabilidade de diminuição das linhas glabelares devido ao distanciamento físico

entre elas.

Gravidez e Lactação

Categoria de risco na gravidez: C.

Botulim® é contraindicado em mulheres grávidas, período fértil e lactantes.

Não foi estabelecida segurança para este medicamento durante a gravidez e amamentação. São

conhecidos relatos de abortos e efeitos adversos com o uso deste medicamento durante o período

gestacional, para doses diárias de 0,125U/Kg a 2U/Kg ou maiores, em coelhos. Já em ratos, não houve

ocorrências de aborto ou efeitos adversos com doses iguais ou maiores a 4U/Kg. Doses de 8 e 16U/Kg em

ratos têm sido associadas a perda de peso do feto e ossificação tardia do osso hioide, o qual pode ser

reversível. Não há conhecimento se o medicamento é excretado no leite materno, não sendo recomendado

o uso deste medicamento durante o aleitamento.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do

cirurgião-dentista.

Uso Pediátrico

Botulim® pode ser utilizado em crianças no tratamento da deformidade do pé equino devido a hipertonia

muscular (espasticidade) dinâmica em crianças acima de 2 anos portadoras de paralisia cerebral.

A segurança e eficácia de Botulim® não foram estabelecidas em crianças abaixo de 2 anos de idade,

portadoras de paralisia cerebral para tratamento de deformidade de pé equino; em pacientes abaixo de 18

anos para tratamento de blefaroespamo; em pacientes abaixo de 18 e acima de 65 anos para tratamento de

rugas glabelares e em pacientes abaixo de 20 anos para tratamento de espasticidade muscular em

membros superiores após ocorrência de acidente vascular cerebral.

Este medicamento é contraindicado para o uso em menores de 2 anos.

Uso em Idosos

Estudos com toxina botulínica não identificaram diferenças nas respostas aos tratamentos em indivíduos

com idade acima de 65 anos em comparação a indivíduos mais jovens.

Em geral, a escolha da dose para pacientes idosos requer cuidado, recomendando-se inicialmente a

administração da menor dose.

Carcinogênese, Mutagênese e Diminuição da Fertilidade

Não foram conduzidos estudos de longo prazo em animais para avaliar o potencial carcinogênico deste

produto.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?

Em sua embalagem intacta, Botulim® deve ser conservado em geladeira com temperatura entre 2ºC e 8ºC.

O produto reconstituído pode ser armazenado na geladeira em temperatura de 2°C e 8°C por até 24 horas

após reconstituição.

Prazo de validade: 24 meses a partir da data de fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Botulim® é um pó seco envasado a vácuo. Após reconstituição, a solução deve ser límpida, incolor e livre

de partículas.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você

observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

DEVE SER APLICADO SOMENTE POR PROFISSIONAL DA SAÚDE DEVIDAMENTE

QUALIFICADO PARA USO CORRETO DO PRODUTO E COM OS EQUIPAMENTOS

NECESSÁRIOS.

Antes de utilizar o medicamento, confira o nome no rótulo, para evitar enganos. Não utilize o Botulim®

caso haja sinais de violação e/ou danos no lacre do frasco-ampola.

Se mantida sob refrigeração, a preparação deve ser trazida à temperatura ambiente antes da

administração.

Técnica de Administração / indicação

1. Blefaroespasmo (tremor ou contrações não desejadas das pálpebras)

No blefaroespasmo, Botulim® reconstituído (veja tabela de diluição) é injetado usando-se uma seringa

estéril e agulha 27 a 30 gauge. A dose inicial recomendada é de 1,25 – 2,5U (0,05 mL a 0,1 mL de

volume para cada local), injetada na porção medial e lateral pré-tarsal do músculo orbicular dos olhos da

pálpebra superior e na porção pré-tarsal lateral do músculo orbicularis oculi da pálpebra inferior. Em

geral, os efeitos iniciais das injeções são verificados em 3 dias e atingem o pico em uma ou duas semanas

após o tratamento. Cada tratamento tem duração de cerca de 3 meses. Em uma sessão repetida de

tratamento, a dose pode ser aumentada em até duas vezes se a resposta ao tratamento inicial for

considerada insuficiente (geralmente definida com um efeito que não dura mais de dois meses). No

entanto, parece haver pouca vantagem obtida com a injeção de mais de 5,0U em cada local.

Alguma tolerância pode ser encontrada quando este produto é usado para tratar blefaroespasmo se

tratamentos são administrados com maior frequência do que a cada 3 meses e é raro ter efeitos

permanentes. A dose cumulativa de tratamento com Botulim® em um período de 30 dias não deve ser

maior que 200U.

2. Linhas Glabelares (rugas entre as sobrancelhas)

Reconstitua Botulim® com solução salina - cloreto de sódio a 0,9% - estéril para ter uma solução de 100U

/ 2,5mL (4U / 0,1mL). Utilizando agulha de calibre 30G, injete a dose de 0,1 mL em cada um dos 5

locais, 2 em cada músculo corrugador e 1 no músculo prócero, totalizando-se 20U.

A fim de se reduzir a possibilidade de ptoses, recomenda-se evitar a injeção próximo ao músculo

levantador da pálpebra superior, particularmente em paciente com grandes complexos depressores da

testa.

As injeções no músculo corrugador interior e sobrancelha central devem ser realizadas a pelo menos 1 cm

acima da crista óssea supraorbitária.

Atenção especial deve ser dada para evitar a injeção deste produto no vaso sanguíneo. A fim de evitar a

exsudação por baixo da crista orbital, certifique-se de colocar firmemente o polegar ou dedo indicador por

baixo da crista orbital, antes da injeção. A agulha deve ser direcionada para o centro superior durante a

injeção e uma atenção especial deve ser dada para injetar o volume exato.

As linhas glabelares faciais surgem a partir da atividade do músculo corrugador e do músculo orbicular

ocular. Estes músculos movem a testa medialmente e os músculos prócero e depressor do supercílio

movimentam a testa inferiormente. Isso cria cenho franzido ou “testa franzida”. A localização, tamanho e

uso dos músculos variam muito entre os indivíduos. Uma dose eficaz para as linhas faciais é determinada

pela observação simples da capacidade do paciente em ativar os músculos superficiais injetados.

Cada tratamento dura cerca de três a quatro meses. Injeção mais frequente deste produto não é

recomendada porque a segurança e a eficácia não foram estabelecidas nestas circunstâncias.

3. Espasticidade muscular

As doses e número de locais das injeções podem variar dependendo do tamanho, número, espessura e

localização dos músculos acometidos e da resposta, do paciente, ao tratamento. O relaxamento da tensão

muscular foi demonstrado entre 3 – 5 semanas, após a administração do produto. Diminuição gradual da

resposta ao tratamento foi observada após 12 semanas do estudo clínico. Se for considerado apropriado

pelo médico, a repetição da dose pode ser administrada quando os efeitos da injeção anterior tiverem

diminuído. Re-injeções não devem ser realizadas com intervalo menor que 12 semanas.

A quantidade administrada, no estudo clínico, é demonstrada a seguir:

4. Deformidade de pé equino devido a espasticidade da paralisia cerebral

Administre na porção medial e lateral da cabeça do músculo gastrocnêmio. Em caso de paralisia bilateral

o produto deve ser administrado em ambas pernas à dose de 6U/Kg de peso corporal (3U/Kg para cada

perna). Em caso de paralisia unilateral o produto deve ser administrado à perna rígida a dose de 4U/Kg de

peso corporal. A dose máxima / injeção não deve exceder a 200U e após a administração o paciente deve

ser observado por 30 minutos para detectar a ocorrência de eventos adversos. O estudo clínico realizado

pelo fabricante avaliou resposta ao tratamento após 06 semanas das injeções. Os resultados foram

mantidos nas avaliações realizadas após 12 semanas da aplicação. Na avaliação após 24 semanas pós

aplicação, houve retorno às condições clínicas similares às pré-injeção. Se for considerado apropriado

pelo médico, a repetição da dose pode ser administrada quando os efeitos da injeção anterior tiverem

diminuído. Re-injeções não devem ser realizadas com intervalo menor que 12 semanas.

Técnica de Diluição

Botulim® liofilizado deve ser reconstituído com a solução salina – cloreto de sódio 0,9%, estéril e sem

conservantes. Aspirar a quantidade adequada de diluente na seringa de tamanho apropriado. Injetar

lentamente e misturar suavemente o diluente no frasco, uma vez que o produto é desnaturado por

borbulhamento ou forte agitação. Botulim® apresenta pressão controlada com consequente menor

formação de bolhas e baixa pressão negativa, que visa proteger a estrutura das proteínas e de sua

formulação.

Botulim® deve ser administrado dentro de 24 horas após a reconstituição; durante este período, o produto

reconstituído deve ser mantido sob refrigeração (2°C e 8°C). A solução reconstituída de Botulim® deve

ser límpida, incolor e livre de quaisquer partículas.

Os produtos de administração parenteral devem ser inspecionados visualmente quanto a partículas e

descoloração antes da sua administração. O produto e o diluente não contém qualquer conservante e,

dessa forma, devem ser utilizados somente para um paciente único.

Utilizar somente seringas e agulhas estéreis a cada vez que se fizer necessária a diluição ou retirada

do produto.

Técnica de Manuseio

A injeção de Botulim® é preparada aspirando-se a toxina diluída do frasco, em quantidade suficiente e

ligeiramente superior à dose desejada. As bolhas de ar na seringa devem ser expelidas e a seringa deve ser

conectada à agulha selecionada. O volume excedente é expelido através da agulha para um recipiente de

sobras a fim de assegurar a desobstrução da agulha e confirmar que não há vazamento na junção seringaagulha.

Para a administração do produto no paciente podem-se utilizar agulhas calibre 25 a 30G para os músculos

superficiais, e agulha calibre 22G para os músculos mais profundos.

Para a espasticidade focal, pode ser útil a localização dos músculos envolvidos por eletromiografia ou por

técnicas de estimulação elétrica dos nervos.

Múltiplos locais de injeção permitem que Botulim® tenha um contato mais uniforme com as áreas de

inervação do músculo e são especialmente úteis em grandes músculos.

Cuidados no armazenamento e manuseio

Os frascos fechados de Botulim®, devem ser armazenados sob refrigeração (2°C e 8°C).

Após a reconstituição, Botulim® pode ser armazenado sob refrigeração (2°C e 8°C) por até 24 horas.

Após a administração do produto ao paciente, a solução remanescente, tanto do frasco quanto da seringa

deverá ser inativada utilizando-se uma solução de hipoclorito diluído (0,5%). Após o uso e vencimento do

período de armazenamento, deve-se executar a eliminação segura do produto.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do

tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

Nunca tome duas doses ao mesmo tempo. Caso você esqueça de administrar uma dose, esta deverá ser

administrada assim que possível, respeitando e seguindo, o intervalo determinado pelo seu médico.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?

As reações adversas que serão detalhadas, a seguir, ocorrem dentro dos primeiros dias após a

injeção e, geralmente, são leves e transitórias.

1. Geral

Em geral, os eventos adversos ocorrem na primeira semana após a injeção da toxina botulínica e, apesar

de geralmente transitórios, podem perdurar por alguns meses. Em alguns casos podem ser observadas

reações em locais distantes do ponto da aplicação. Dor local, hematomas, inflamação, parestesia,

hipoestesia, sensibilidade anormal à compressão, intumescimento/edema, eritema, infecção localizada,

hemorragia e/ou ardor foram associados com a injeção, tanto no local da injeção como em músculos

adjacentes. Fraqueza do músculo local representa uma expectativa de ação farmacológica da toxina

botulínica. Entretanto, fraqueza em músculos adjacentes podem também ocorrer devido à difusão da

toxina. Quando injetada em pacientes com blefaroespasmos, alguns músculos distantes do local da

injeção demonstram aumento do estímulo eletrofisiológico (rápida variação na forma da onda) o qual não

está associado com a fraqueza clínica ou outros tipos de anormalidades fisiológicas.

Alguns casos raros de morte foram relatados espontaneamente, algumas vezes associados à disfagia,

pneumonia e/ou outras debilidades significativas ou anafilaxia, após o tratamento com outras toxinas

botulínicas. Há também relatos de eventos adversos envolvendo o sistema cardiovascular, incluindo

arritmia e infarto de miocárdio, alguns com desfechos fatais. A exata relação entre estes eventos e a

toxina botulínica não foi estabelecida.

Alguns sinais e sintomas ainda relacionados a outras toxinas botulínicas e cuja relação causal não é

conhecida: rash cutâneo (incluindo eritema multiforme, urticária, erupção psoriasiforme), prurido e

reação alérgica.

2. Blefaroespasmo (contrações ou tremores não desejados das pálpebras)

Eventos adversos foram observados em 39% dos pacientes de 18 anos ou mais que foram tratados durante

o estudo clínico para blefaroespasmo.

Resultados Pós-Comercialização na Coreia

Em avaliação pós-comercialização conduzida por 6 anos 2010 a 2016) à 695 pacientes com

blefaroespasmo essencial na Coreia, a incidência de reações adversas foram 21,2% (147/695, 215 casos).

Dentre estes, a incidência de reação adversa ao fármaco que tem uma relação causal, com o produto foi de

12,2% (85/695, 106 casos), dos quais incluem: 2,6% olho seco (18/695, 18 casos), 1,9% de ptose (13-695,

13 casos), 1,6% (11/695, 11 casos) cada uma oftalmalgia e blefaroedema.

Relatos de reações adversas menos de 1% conforme a seguir:

  • Doença ocular: visão borrada, epífora, diplopia, lagoftalmo, aumento do lacrimejamento, disestesia,

distúrbio lacrimal, irritação ocular, lacrimejamento, olho vermelho, tensão ocular, ceratopatia, queratite,

abrasão da córnea, conjuntivite e visão reduzida;

  • Distúrbios do sistema nervoso central e periférico: dor de cabeça, tontura e oftalmoplegia;
  • Distúrbio dérmico e anexial: prurido palpebral, erosão da pele, doença da pele da pálpebra e ruga;
  • Distúrbio urinário: edema facial;
  • Outros: ectrópio.

A incidência de eventos adversos sérios foi de 0,9% (6-695, 8 casos), 0,1% (1/695, 1 caso - grau 3) para

fratura da coluna vertebral, ruptura de tendão, hipotireoidismo, hematosepse, metofibroma, gastrite,

insônia e embolismo pulmonar foram relatados. Nenhuma reação adversa ao fármaco dos quais uma

relação causal com o produto que não poderia ser descartada foi observada.

A incidência de eventos adversos inesperados foi de 13,1% (91/695, 127 casos), os quais incluem 2,6%

(18/695, 18 casos) de resfriado, 1,9% (13/695, 13 casos) de oftalmalgia, 0,9% (6/695, 6 casos) de visão

borrada, 0,7% (5/695, 5 casos) de diplopia, 0,6% (4/695, 4 casos) de disestesia ocular, 0,4% (3/695, 3

casos) de gastrite, 0,3% (2/695, 2 casos) de tensão ocular, osteoartrite, artralgia, fratura espinal, erosão na

pele, dislipidemia, contusões, edema facial, dor nas costas e insônia. Reações adversas inesperadas foram

relatadas em 0,1% conforme segue:

  • Distúrbio ocular: abrasão ocular, doença conjuntival, fotopsia, visão reduzida, blefarite, edema macular;
  • Distúrbio respiratório: dor de garganta, fleuma, tonsilite;
  • Distúrbio gastrointestinal: dispepsia, refluxo gastroesofágico, gastrite atrófica, pólipo gástrico, gengivite,

hemorroida;

  • Distúrbio musculoesqueletal: redução da massa óssea, disartrose, fratura na perna, crepitação, doença de

ligamentos, ruptura do tendão;

  • Distúrbio dérmico e anexial: prurido palpebral, prurido, erosão da pele, urticária, onicólise, dermatite e

rugas;

  • Distúrbios do sistema nervoso central e periférico: oftalmoplegia, distonia, paralisia, síndrome de Meigs,

dor facial e estenose espinal;

  • Distúrbio Metabólico e nutricional: diabetes mellitus e calcificação distrófica;
  • Distúrbio de mecanismo de defesa: herpes não indicada e hematosepse;
  • Distúrbio de coagulação, hemorragia e plaquetas: embolismo pulmonar;
  • Neoplasma: neoplasma de mama e metrofibroma;
  • Distúrbio vascular: hemorragia conjuntival e arteriosclerose;
  • Distúrbio do vestibular e auditivo: zumbido;
  • Distúrbio endócrino: hipotireoidismo;
  • Distúrbio eritrócito: anemia;
  • Distúrbio do local da injeção: sensação de queimação e dor no local da aplicação;
  • Outros: luxação articular, extração de catarata, intoxicação alimentar, ectrópia e laceração.

Dentre estes, a incidência de eventos adversos inesperados nos quais uma relação causal com o produto

não pode ser descartada foi de 4,6% (32/695, 35 casos), 1,6% (11/695, 11 casos) de dor ocular, 0,6%

(4/695, 4 casos) de visão borrada, diplopia, disestesia ocular, 0,3% (2/695, 2 casos) de edema facial, 0,1%

(1/695, 1 caso) de tensão ocular, abrasão ocular, visão reduzida do olho, prurido palpebral, erosão da pele,

doença da pele palpebral, ruga, oftalmoplegia, ectrópio e contusão foram reportados.

A incidência de eventos adversos inesperados graves foi de 0,9% (6/695, 8 casos), que inclui 0,1%

(1/695, 1 caso - grau 3) de fratura da coluna vertebral, ruptura do tendão, hipotireoidismo, hematosepse,

metrofibroma, gastrite, insônia e embolia pulmonar. Não foi identificada nenhuma reação adversa grave

inesperada ao medicamento.

3. Linhas Glabelares (rugas entre as sobrancelhas)

Na Coreia estudos clínicos em indivíduos com linhas glabelares moderadas a severas e na idade de > 18

anos e < 65 anos, ocorreram eventos adversos em 28,4% dos indivíduos que receberam esse produto. A

maioria dos eventos adversos foi leve a moderada e nenhum evento adverso grave foi relatado durante os

estudos clínicos. Os eventos adversos mais frequentemente relatados incluem infecções e infestações em

10 indivíduos (7,5%), distúrbios oculares em 10 (7,5%), transtornos gerais e condição do local de

administração em 6 (4,5%) e pele e subcutânea distúrbios teciduais em 6 (4,5%).

4. Espasticidade Muscular

Foi avaliada a segurança de Botulim®, tratamento para paciente com idade de 20 anos ou acima com

espasticidade pós-acidente vascular cerebral (AVC) do membro superior. Um total de 23 eventos

adversos ocorreram em 19 indivíduos (20%, 19/95 indivíduos) de 95 indivíduos que receberam injeção de

Botulim®. Houve 18 eventos adversos leves, 5 eventos adversos moderados e 3 eventos adversos graves

(cisto branquial, edema periférico e dor nas costas). O evento adverso mais comum relatado foi

"nasofaringite" que ocorreu em 3 indivíduos (3,16%, 3/95 indivíduos).

Independentemente da causalidade, os eventos adversos são classificados de acordo com o sistema de

órgãos na tabela abaixo.

5. Paralisia cerebral pediátrica

A segurança deste produto, foi avaliado o tratamento para pacientes com paralisia cerebral pediátrica com

idades entre 2 e 10 com deformidade dinâmica do pé equino por espasticidade. Um total de 152 eventos

adversos ocorreram em 54 indivíduos (73,97%, 54/73 indivíduos) de 73 indivíduos que receberam esta

injeção de produto. Houve 93 eventos adversos leves, 58 eventos adversos moderados e ocorreu 1 evento

adverso grave (grau 3) cuja relação causal com o medicamento foi considerada como provavelmente não

relacionada e a recuperação do sujeito da pesquisa foi total e sem sequelas. Os eventos adversos

comumente relatados foram "Nasofaringite" ocorridos em 32 indivíduos (43,84%, 32/73 indivíduos) e

"Bronquite", que foi o segundo evento comum ocorrido em 11 indivíduos (15,07%, 11/73 indivíduos).

Além disso, não houve reação adversa ao fármaco que sua causalidade não era negligenciável.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis

pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA
DESTE MEDICAMENTO?

Os sinais e sintomas advindos de uma superdosagem podem não se manifestar imediatamente após a

administração. Em caso de aplicação ou ingestão acidental, o paciente deverá ser clinicamente

monitorado por várias semanas a fim de se detectar o aparecimento e/ou evolução de sinais e sintomas de

fraqueza muscular, que podem ser em locais próximos ou distantes do local da aplicação.

A aplicação da toxina botulínica em músculos orbiculares pode reduzir o número de piscadas expondo a

córnea, deficiências epiteliais persistentes e ulceração córnea, especialmente em pacientes com disfunções

no nervo.

Doses excessivas podem produzir paralisia neuromuscular local, ou à distância, generalizada e profunda,

além de ptose (queda da pálpebra), diplopia (visão dupla), disfagia (dificuldade para engolir ou digerir),

disartria (distúrbio da fala), fraqueza generalizada ou falência respiratória. Estes pacientes devem ser

considerados para avaliação médica adicional e a terapia médica apropriada imediatamente instituída, a

qual pode incluir hospitalização.

Se a musculatura orofaríngea e do esôfago for afetada, pode ocorrer aspiração levando à pneumonia

aspirativa. Se os músculos respiratórios tornaram-se paralisados ou suficientemente enfraquecidos,

intubação e respiração assistida podem ser necessárias até total recuperação do quadro. Cuidados de apoio

podem envolver a necessidade de traqueostomia e/ou ventilação mecânica prolongada, além de outros

cuidados gerais de suporte.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e

leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar

de mais orientações.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.

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